Crash & Spyro Legacy
23/08/26 14:04
HomeBlogFangamesFanficsSobre

Dados Técnicos

Criador: Fagner da Luz dos Santos (FagnerLSantos)
Mundo da história: Crash Bandicoot (cena extra da fangame Crash Bandicoot: The Arrival of the Apocalypse)
Classificação Indicativa: Livre
Status: Completa
Número de temporadas: Esta fanfic não possui divisão em temporadas
Número de capítulos: Esta fanfic não possui divisão em capítulos

VÍDEO 22 - CENA EXTRA

Crash Bandicoot, Neo Periwinkle Cortex e New Caco Human Cortex... Diante do portal aberto no centro daquele templo que um dia pertenceu a uma das antigas civilizações da América Central, estes foram os escolhidos pela misteriosa placa de pedra para a batalha final contra Sin. Tropy pelo destino do mundo. N. Brio, N. Gin, Tiny e Dingodile ajudavam seu mestre nos preparativos finais antes de atravessarem o portal enquanto Coco e Crunch faziam o mesmo por seu irmão bandicoot. Yaya incentivava Caco, o qual percebeu Nina Cortex isolada, como de costume. A garota gótica olhava para a natureza do lado de fora do templo, recostada sobre uma parede aberta cujos blocos de pedra serviam como o guarda-corpo de uma varanda, perdida em seus pensamentos, Caco deixou sua fã por um momento, se aproximou de sua prima e puxou conversa.

- Ei, dentuça horrorosa, estamos prestes a passar pela batalha das nossas vidas e você continua aí como uma morta-viva, sem se importar com nada. Por que não vai lá desejar boa sorte ao tio Cortex? Se tudo der errado, pode ser a última vez que nos vemos.

- Se te interessa tanto, vai você, sobrinho querido do titio.

- Qual é? Quando éramos pequenos, o tio Cortex vivia mimando você por ser obediente enquanto, para mim, só sobravam as broncas. Por que sente ciúme agora?

- Não sei... - Nina admitiu, enquanto olhava uma coelhada selvagem passar por ali. - Talvez porque você teve a coragem que eu não tive.

- A que se refere? - Caco coçou a cabeça, confuso. - Eu só fazia o que queria e quando queria, o tio Cortex não gostava disso porque, na maior parte do tempo, eu gostava de bater nos valentões e ajudar os fracos, ele dizia que isso não era coisa de gente malvada, gente malvada punia os fracos ao invés de ajudá-los. - Caco se recostou nos blocos, ao lado dela. - Éramos mais próximos naquela época, se lembra?

- Talvez.

- Você até me acompanhava nas minhas aventuras, amava acalmar os gatinhos que eu resgatava do alto das árvores e as lebres que eu tirava das armadilhas, você dava muito carinho para eles. - Caco bateu o punho fechado de uma mão na palma da outra. - Oh, é verdade! Esse era o único comportamento seu que o tio Cortex não gostava. Teve um dia que ele ficou tão bravo que te colocou de castigo por dias dentro do laboratório e quando te vi de novo, você tinha essa tatuagem na testa e essas mãos mecânicas, as quais eu achei que fossem luvas, até falei para você tirar porque eram muito grandes e você disse que não podia, hahaha! Desde então, você não quis mais me acompanhar, foi matriculada na Academia do Mal e... - foi quando ele olhou para o rosto inexpressivo de Nina e seu sorriso desapareceu. - Oh...

- Só agora você notou que não somos tão diferentes assim? Como você é idiota!

- Nina, sinto muito, dentre todos, era você quem eu deveria ter protegido!

- Está tudo bem, você também era pequeno e não conseguiria fazer nada. - Nina olhou para suas mãos mecânicas, movendo-as a abrir e fechar. - Não o odeio porque por muito tempo eu não soube que ele tinha feito isso comigo, não odeio você por não ter feito nada e, também, não odeio o que me tornei. Como você mesmo disse, eu sempre fui a obediente e só aceitei as coisas como elas são.

Um dos coelhos selvagens parou e olhou para ela, podia-se notar o receio do animal ao vê-la mover as mãos, mexendo inquietamente as orelhas ao ouvir o som do metal rangendo no mover das articulações dos dedos dela.

- Ainda assim, ele não tinha o direito de tirar de você algo que te fazia feliz.

Caco se desencostou dos blocos, Nina fez o mesmo e eles olharam um para o outro quando, sem prévio aviso, ele a atacou com um par de golpes de karatê na região dos ombros.

- Ai! Por que fez isso, seu imbecil?! - seus membros superiores ficaram completamente dormentes. - Não sinto força nos meus braços!

- Isso mesmo! - Caco falou, soltando seu sorriso idiota de sempre.

Nina tentou mover as mãos novamente e então compreendeu, olhou para o coelho selvagem novamente e pulou por cima da varanda de blocos, ajoelhando no chão do lado de fora. Ela abriu os braços em expressão corporal convidativa e apesar do receio, o animal se aproximou aos poucos até que chegou a uma distância em que a mão mecânica dela o puxou para perto, Nina não acreditou que estava sendo capaz de dar carinho com aquelas mãos tão brutais e, emocionada, abraçou o coelho ternamente, há muito tempo não tinha algo fofo envolto em seus braços.

- Eu senti falta disso...

Caco se aproximou, colocando a mão no ombro dela e disse:

- Sempre que quiser, é só falar, vai ser um prazer bater em você!

O garoto então deu as costas e foi se retirando rumo ao interior do templo, deixando Nina ali que, ainda com o coelho nos braços, se levantou e o chamou:

- Ei! - Caco desviou o rosto para trás e ela então continuou. - Boa sorte, seu fracassado e vê se não morre!

Caco sorriu, acenando positivamente com o polegar, antes de ir para junto de Crash e Cortex que o aguardavam. Talvez Caco e Nina não pudessem mais ser tão próximos quanto foram um dia, mas eles ainda tinham um laço de sangue que os uniria por toda a vida.

FIM DO VÍDEO 22 - CENA EXTRA

 

Nina & Caco

 
Contador de visitas: 55
1 Online

Insane