
Dados Técnicos
Criador: Fagner da Luz dos Santos (FagnerLSantos)
Mundo da história: Crash Bandicoot (cena extra da fangame
Crash Bandicoot: The Arrival of the Apocalypse)
Classificação Indicativa: Livre
Status: Completa
Número de temporadas: Esta fanfic não possui divisão em temporadas
Número de capítulos: Esta fanfic não possui divisão em capítulos
VÍDEO 22 - CENA EXTRA
Crash Bandicoot, Neo Periwinkle Cortex e New Caco Human Cortex... Diante do portal aberto no centro daquele templo
que um dia pertenceu a uma das antigas civilizações da América Central, estes
foram os escolhidos pela misteriosa placa de pedra para a batalha final contra
Sin. Tropy pelo destino do mundo. N. Brio, N. Gin, Tiny e Dingodile ajudavam seu
mestre nos preparativos finais antes de atravessarem o portal enquanto Coco e Crunch faziam o mesmo por seu irmão bandicoot.
Yaya incentivava Caco, o qual percebeu Nina Cortex isolada, como de costume. A garota gótica olhava
para a natureza do lado de fora do templo, recostada sobre uma parede aberta
cujos blocos de pedra serviam como o guarda-corpo de uma varanda, perdida em
seus pensamentos, Caco deixou sua fã por um momento, se aproximou de sua prima
e puxou conversa.
- Ei, dentuça horrorosa, estamos prestes a passar
pela batalha das nossas vidas e você continua aí como uma morta-viva, sem se
importar com nada. Por que não vai lá desejar boa sorte ao tio Cortex? Se tudo der errado, pode ser a última vez que nos
vemos.
- Se te interessa tanto, vai você, sobrinho querido
do titio.
- Qual é? Quando éramos pequenos, o tio Cortex vivia mimando você por ser obediente enquanto, para
mim, só sobravam as broncas. Por que sente ciúme agora?
- Não sei... - Nina admitiu, enquanto olhava uma coelhada
selvagem passar por ali. - Talvez porque você teve a coragem que eu não tive.
- A que se refere? - Caco coçou a cabeça, confuso. -
Eu só fazia o que queria e quando queria, o tio Cortex
não gostava disso porque, na maior parte do tempo, eu gostava de bater nos
valentões e ajudar os fracos, ele dizia que isso não era coisa de gente malvada,
gente malvada punia os fracos ao invés de ajudá-los. - Caco se recostou nos
blocos, ao lado dela. - Éramos mais próximos naquela época, se lembra?
- Talvez.
- Você até me acompanhava nas minhas aventuras,
amava acalmar os gatinhos que eu resgatava do alto das árvores e as lebres que
eu tirava das armadilhas, você dava muito carinho para eles. - Caco bateu o
punho fechado de uma mão na palma da outra. - Oh, é verdade! Esse era o único
comportamento seu que o tio Cortex não gostava. Teve
um dia que ele ficou tão bravo que te colocou de castigo por dias dentro do
laboratório e quando te vi de novo, você tinha essa tatuagem na testa e essas
mãos mecânicas, as quais eu achei que fossem luvas, até falei para você tirar porque
eram muito grandes e você disse que não podia, hahaha!
Desde então, você não quis mais me acompanhar, foi matriculada na Academia do
Mal e... - foi quando ele olhou para o rosto
inexpressivo de Nina e seu sorriso desapareceu. - Oh...
- Só agora você notou que não somos tão diferentes
assim? Como você é idiota!
- Nina, sinto muito, dentre todos, era você quem eu
deveria ter protegido!
- Está tudo bem, você também era pequeno e não conseguiria
fazer nada. - Nina olhou para suas mãos mecânicas, movendo-as a abrir e fechar.
- Não o odeio porque por muito tempo eu não soube que ele tinha feito isso
comigo, não odeio você por não ter feito nada e, também, não odeio o que me
tornei. Como você mesmo disse, eu sempre fui a obediente e só aceitei as coisas
como elas são.
Um dos coelhos selvagens parou e olhou para ela,
podia-se notar o receio do animal ao vê-la mover as mãos, mexendo inquietamente
as orelhas ao ouvir o som do metal rangendo no mover das articulações dos dedos
dela.
- Ainda assim, ele não tinha o direito de tirar de
você algo que te fazia feliz.
Caco se desencostou dos blocos, Nina fez o mesmo e eles olharam um para o outro
quando, sem prévio aviso, ele a atacou com um par de golpes de karatê na região
dos ombros.
- Ai! Por que fez isso, seu imbecil?! - seus
membros superiores ficaram completamente dormentes. - Não sinto força nos meus
braços!
- Isso mesmo! - Caco falou, soltando seu sorriso
idiota de sempre.
Nina tentou mover as mãos novamente e então compreendeu, olhou para o coelho
selvagem novamente e pulou por cima da varanda de blocos, ajoelhando no chão do
lado de fora. Ela abriu os braços em expressão corporal convidativa e apesar do
receio, o animal se aproximou aos poucos até que chegou a uma distância em que
a mão mecânica dela o puxou para perto, Nina não acreditou que estava sendo
capaz de dar carinho com aquelas mãos tão brutais e, emocionada, abraçou o
coelho ternamente, há muito tempo não tinha algo fofo envolto em seus braços.
- Eu senti falta disso...
Caco se aproximou, colocando a mão no ombro dela e
disse:
- Sempre que quiser, é só falar, vai ser um prazer
bater em você!
O garoto então deu as costas e foi se retirando
rumo ao interior do templo, deixando Nina ali que, ainda com o coelho nos
braços, se levantou e o chamou:
- Ei! - Caco desviou o rosto para trás e ela então continuou.
- Boa sorte, seu fracassado e vê se não morre!
Caco sorriu, acenando positivamente com o polegar,
antes de ir para junto de Crash e Cortex que o
aguardavam. Talvez Caco e Nina não pudessem mais ser tão próximos quanto foram
um dia, mas eles ainda tinham um laço de sangue que os uniria por toda a vida.
FIM DO VÍDEO 22 - CENA EXTRA
